Na empolgação de meses para assistir um filme que cruzava África e China, após os compromissos de um sábado à tarde, tranquilamente, me dirigi ao cinema, há alguns quilômetros de onde estava.
Próximo ao local, um número se destacava pela sua imponência, contrastando com uma placa escrito “estacionamento”, composta por letras miúdas, inspirada em qualquer “Li e estou ciente” de alguma promoção.
Quatro horas depois, retorno ao local, tudo fechado! Nem um porteiro humano para reforçar o que a distração não deixara perceber. E agora? Só segunda-feira, a partir das seis horas da manhã, a que custo? Retorno certo, em passos largos, para não perder o último ônibus no terminal Caieiras.
Encontrar beleza e graça em situações que, à primeira vista, poderiam ser vistas como mera adversidade ou trivialidade, eis uma habilidade quase poética.
Na Avenida Paulista? No retorno para casa? Quem sabe, no coração de quem aprende a arte de acolher o imperfeito e consegue transformar a forma de viver o mundo?! Onde é que a sutileza mora?
Tamires Santana
Assessora de Comunicação HEFC