“16 linhas cravadas”, é o título do livro de Mario Lago, escritor, ator e compositor que se impôs um desafio: criar contos, crônicas e poemas cuja extensão não ultrapassassem nem ficassem aquém de 16 linhas datilografadas. “Foi um sacrifício. Toda palavra é importante. Às vezes, dava-me conta de que já tinha escrito mais de 40 linhas. Mas adoro desafios.”
De repente, me dei conta que estava com um desafio parecido com o criador da Amélia (que era mulher de verdade); claro que sem ter o mesmo brilho, nem a mesma genialidade, mas com um esforço parecido.
Foi delimitado este texto, dentro deste jornal, para uma composição de mil caracteres, contando letras e espaços. Só até aqui, nesta introdução, já se foram mais de 700.
Venho tentando dizer algumas coisas importantes com tão poucas palavras, o que além do meu esforço, exige muita compreensão por parte dos nossos leitores. Nesta altura do texto, já passando dos 900, preciso fazer uma conclusão que mereça a publicação da ideia, mas…
Dr. Pedro Santo Rossi, psicólogo voluntário HEFC