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Nossa História 2018-04-27T20:36:29+00:00

Nossa História

Ampliar a visão de saúde, doença e morte, no cuidado integral (físico, espiritual, psicológico, social e ecológico) da pessoa portadora de câncer.

Nossa visão não é a de que nós curamos a doença, mas que é a doença que nos cura.

Filosofia de atendimento do Hospital Espírita Fabiano de Cristo

Toda filosofia de uma instituição gira em torno de um conjunto de conhecimentos, relações e ideais que geram uma cultura e comportamentos entre seus integrantes.

O HEFC é um hospital de retaguarda, ou seja, é um local que visa à recuperação e a reabilitação de pacientes cancerosos.

Aparentemente pode ser fácil compreender o que seja isso, mas existe uma série de idéias existem sobre o que é um hospital que precisamos falar um pouco mais sobre elas.

No imaginário popular a palavra hospital nos faz pensar em um lugar frio, solitário e triste onde só existem coisas ruins como dor, doença, sofrimento e morte. E ainda, que ninguém quer estar num lugar desse por muito tempo.

Mas, é exatamente nesse ponto que o HEFC quer fazer diferente, não que a dor, sofrimento, doença e morte vão estar ausentes, mas o sentido dado a elas será especial.

O objetivo do HEFC será promover a saúde, que inclui os aspectos físico, psicológicos, sociais e espirituais, considerando que não é possível fazer uma divisão entre essas dimensões humanas. É preciso ver o ser humano como um todo. E para se conseguir esse intento os profissionais e voluntários têm que estar conscientes dessa realidade. Quando alguém adoece, não é possível estabelecer uma origem única. O adoecer é um processo que possui aspectos como conflitos existenciais (espiritual), desamparo econômico e/ou e familiar (social), conflitos emocionais e limitações intelectuais (psicológico) e cuidados precários com o corpo (físico). Lembrando que cada um desses aspectos contém os demais e que só será possível fazer um trabalho coerente com essa idéia num funcionamento interdisciplinar, ou seja, vários especialistas da área de saúde compreendendo aquela pessoa que se apresenta doente.

Ao contrário de outros hospitais, o HEFC não irá combater a doença do câncer e a morte, mas será um campo de acolhimento, onde o doente não se sinta culpado por estar doente. Sabemos que a doença é passageira, e mesmo que possa tornar-se mortal, para o espírito o que importa é o crescimento moral e se a doença pode despertar nossos potenciais desconhecidos, o HEFC ajudará nessa função. A morte é uma das múltiplas mortes, já que há a continuidade da vida além da vida e há outras vidas além desta.

A morte é a única e grande certeza que temos na vida, nossa questão é como esse momento é vivenciado. Pois uma morte mal vivida é uma oportunidade de crescimento interior desperdiçada. A morte física pode reintegrar-nos como seres completos, resgatando em nossa alma todas as experiências de vida, sejam elas felizes ou infelizes.

Na morte podemos compreender o sentido da vida, e o que importa é compreender qual foi o sentido integral de nossa passagem pela vida. Com essa visão a morte perde o caráter de negatividade, de pessimismo e de desespero e ganha o sentido de transcendência, crescimento e de esperança.

Alguns acreditam que a doença, o sofrimento e a morte são erros e fraquezas da natureza, quando na verdade fazem parte dos paradoxos da existência.

O bem-estar humano é conquistado na medida em que consegue aprofundar-se em sua existência e dar um sentido superior a vida. O sofrimento e a doença podem ser experiências libertadoras que nos ajudam a amadurecer na adversidade e a morte pode coroar uma vida que se realizou por completo.

Não fazemos apologia da desgraça humana, mas a doença, o sofrimento e a morte despertam aspectos sagrados de nossa alma. E o HEFC pode despertar esse sentido que permaneceu tanto tempo oculto para cada um de nós.

O HEFC será como um lar, um abrigo, ou um colo de mãe, os atendidos sentirão, que apesar de estarem num hospital, não precisarão sentir-se abandonados e desesperados, pois terão um espaço para expor suas dores.

O termo paciente será substituído, já que representa uma postura passiva do doente em que o médico é o dono do saber e repassa as orientações ao passivo paciente, e no seu lugar será chamado: o atuante. A doença é vista como uma perturbação passageira na totalidade do indivíduo, que visa desperta-lo para dimensões desconhecidas de si mesmo. Não adianta tratar uma parte do corpo se você negligencia a totalidade do ser, tudo depende de tudo e nenhum procedimento da equipe vai tratar o atuante como partes de uma máquina que devem ser consertadas, o ser humano não se conserta.

O objetivo é o de promover saúde, com uma visão diferencial de atendimento, evitando idéias como “coitado, está tão doente…”, ou “você está doente? Mas vai melhorar, vai ficar curado”, ou “Deus vai querer o melhor pra você, vai te curar”, e isso impedirá distorções do foco de tratamento. Ninguém vai negar que a dor e a morte são momentos difíceis, fingindo que está tudo bem, mas não vai haver pessimismo quanto a tudo que parecer com sofrimento.

Nossa visão não é a de que nós curamos a doença, mas que é a doença que nos cura.

Alguém pode ajudar nesse despertar e o Hospital Espírita Fabiano de Cristo com a ajuda de todos, poderá fazer isso, depende de cada um de nós!

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